

Como diz o ditado: ‘A corda se arrebenta sempre do lado mais fraco’. Não é diferente do jogo cósmico segundo a visão católico-protestante tradicionalista. De acordo com essa visão, "Deus" e o diabo jogam xadrez (leiam o Livro de Jó), e nós humanos quais peças no tabuleiro – sim, nós, que nem sequer pedimos para sermos peças no maldito jogo! –, é quem pagaremos o pato. Pois é, no fim da história, "Deus" estará bem ítranqüilo, pois tanto faz quanto tanto fez o número dos "salvos" será incrívelmente menor em relação aqueles que irão sentar no colo do capiroto(afinal de contas, ele é autosuficiente e já está até mesmo conformado com o placar – lembremos: ele é um ser onisciente); o diabo não perderá em nada (pelo contrário, ele terá quase toda a humanidade para se divertir à vontade); e, nós – sim, nós, os fantoches – seremos os reais perdedores (e qual não será o preço da ‘aposta’ entre ‘deus’ e o demônio: os humanos serão ‘atormentados de dia e de noite’ nas chamas eternas, e tudo por que fomos enganados pelo demônio ou então por que fomos simplesmente ‘predestinados’ por ‘deus’ a tamanho infortúnio – que beleza de justiça!). Eis o resumo de toda a ópera-bufa.
Agora temos que encarar as seguintes proposições:
A) Se o diabo realmente existe, não há a menor dúvida de que ele seja o autor da ‘doutrina do inferno’ (por que somente ele mesmo inventaria uma historinha na qual ele se sai como ‘o ganhador’, além de inverter - de forma subliminar, debaixo dos narizes dos pregadores - o bom senso que temos acerca de amor e justiça).
B) Caso a ‘doutrina do inferno’ seja mesmo de autoria divina, não resta a menor dúvida de que "Deus"’ é sócio do diabo ou então que ele mesmo seja o próprio chifrudo.
Pronto. Agora vocês podem acender a fogueira.

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